terça-feira, 19 de maio de 2009

Jogo de Carreiras II

Gestão de Carreiras e Desenvolvimento


Em outro artigo com o tema Jogo de Carreiras, refletimos sobre a contribuição das pessoas para a organização, a mobilização de suas capacidades e como lidar com níveis de complexidade das atividades das pessoas para que haja, de fato, esta contribuição. É preciso ainda entender que Complexidade é diferente de Dificuldade, podemos ter algo difícil de ser feito, mas quando sistematizado isto pode tornar-se simples. À medida que as pessoas aprendem a lidar com o grau de complexidade de suas atividades de trabalho, mais aumenta o seu nível de contribuição para a organização. E quanto mais a pessoa incorpora atividades de maior complexidade, mais ela é desenvolvida. E quanto mais ela ascende no nível de complexidade e contribuição, mais desenvolve sua própria carreira. O gestor de pessoas precisa aprender a conhecer a capacidade individual da sua equipe, muitas vezes pessoas são subutilizadas dentro das organizações, realizando atividades que não mobilizam todo seu potencial e capacidades. Mobilizar as capacidades das pessoas é desenvolvê-las, e desenvolver pessoas é desenvolver a própria organização. Para Peter Senge esta é uma relação simbiótica, no último congresso da ABRH-RJ (2008) ele afirmou “o crescimento das pessoas é a coisa mais importante para o crescimento da organização. Ao desenvolvermos as pessoas, desenvolvemos a empresa. A ORGANIZAÇÃO É AS PESSOAS”. Portanto, gerir a carreira do funcionário nada mais é do que buscar seu desenvolvimento, sua contribuição em níveis cada mais elevados de complexidade. Entendendo também que cada um tem seu ritmo diferente de desenvolvimento, e isto, deve ser respeitado. O grande desafio do RH é, além de promover a orientação de carreira dos seus colaboradores, fazer com que as empresas percebam que o desenvolvimento da organização se dá pelo desenvolvimento das pessoas. Infelizmente testemunhamos uma realidade diferente, em que muito se fala da importância das pessoas, mas na prática a importância das pessoas me parece que não é tão importante assim!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Gestão por Competências

Gestão por Competência em Instituições de Ensino

A gestão de pessoas por competências está se tornando uma realidade dentro das organizações, já que estas estão enxergando a grande importância de se cativar talentos em vez de se preservar cargos. Hoje as pessoas são selecionadas e treinadas de acordo com as necessidades de competências individuais e organizacionais (core compentence).

As instituições na área de educação não fogem a essa realidade. Tanto os processos administrativos como os métodos de ensino sofrem alterações com vistas a conquistar e satisfazer os clientes, que são os alunos e pais. Essas alterações exigem dos profissionais mais conhecimentos, habilidades e atitudes específicas da área. É preciso saber quais as competências, dos professores e funcionários da administração, que se julgam necessárias para o crescimento da organização educacional.

Neste cenário a gestão de recursos humanos assumiu uma função importante: gerenciar as competências destes profissionais para que, dessa forma, eles possam atingir os objetivos traçados pela organização.

Por ser um mercado em franco crescimento, é de se esperar que as organizações da área de educação tornem-se cada vez mais exigentes, inclusive requerendo dos seus profissionais uma nova postura. Em meio às intensas mudanças econômicas, sociais, políticas e culturais que vivenciam nossa sociedade surgem novas práticas profissionais dos docentes. Mezomo (1994) afirma que o diferencial das organizações educacionais está cada vez mais centrado na qualidade pessoal e no desempenho profissional dos seus recursos humanos. Para Libâneo (2001), a identidade profissional do professor é o conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes, valores que definem e orientam a especificidade do seu trabalho. Com base nesta afirmação ele apresenta duas dimensões da identidade profissional do professor: os saberes e as competências. Saberes são conhecimentos teóricos e práticos requeridos para que o profissional possa exercer sua profissão e Competências são as qualidades, capacidades, habilidades e atitudes relacionadas a esses conhecimentos teóricos e práticos, que permitem o exercício da profissão de forma adequada.

Portanto, não há mais como se pensar em produtividade, resultados e pessoal qualificado na área de educação, sem que haja uma preocupação e atenção para as competências das pessoas e da própria organização. Os dirigentes das instituições de ensino requerem profissionais preparados, pessoas portadoras de novas habilidades e atitudes que venham a contribuir com a empresa. Geralmente, estes gestores, possuem o conhecimento tácito das competências necessárias para o desenvolvimento organizacional, entretanto, faltam-lhes orientações sobre como operacionalizar a administração de tal potencial, que ações e medidas devem ser tomadas para desenvolvê-las no âmbito das instituições de ensino.